“Não existe trabalho ruim, ruim é ter que trabalhar” é uma frase humorística expressada no programa “Chaves”, e uma que ressoa com muitas pessoas. Na prática, ela não precisa representar a verdade.
O que não faltam são pesquisas explorando as filosofias de cada geração quando o assunto é a atuação profissional. Os Millennials, por exemplo, são famosos por buscarem trabalhos com propósito, aqueles com potencial de mudar o mundo. Isso é diferente da Geração Z, os mais jovens no mercado de trabalho, os quais priorizam trabalhar com o que amam.
Para os “Geração Z” , o mais valorizado são os cuidados com a saúde física e psicológica e o bem estar do corpo e da mente. Isso significa dizer que, mais do que as gerações anteriores, eles buscam trabalhos que genuinamente gostem, ou que para os mais velhos possam parecer uma espécie de mito inalcançável.
Afinal de contas, é possível transformar paixões em profissões? Especialmente no âmbito digital, onde as possibilidades são múltiplas e variadas, como isso pode ser feito? A segunda pergunta depende da resposta para a primeira, de modo que vamos abordar as duas e explorar o tema com profundidade.
Mito ou realidade: é possível trabalhar com o que você gosta?
Antes de tudo, nós precisamos responder à questão que dá título a esse texto: trabalhar com o que gosta é mito ou realidade? A resposta é simples: realidade, é claro! Há algumas coisas que devem ser levadas em conta, mas não há o que impeça profissionais de investir naquilo pelo qual se interessam.
Há, porém, desafios. O primeiro deles é o espaço no mercado. Alguém que goste de fotografia e que deseje ser um fotógrafo profissional pode não observar tantas oportunidades se o local e/ou nicho onde atua estiverem saturados. É preciso, a partir dessa compreensão, investir em algum diferencial.
O mesmo vale para quem quer empreender do zero na internet: que tipo de serviço você está oferecendo? Saber como responder a essa pergunta permite criar negócios personalizados, de um jeito que se alinhem aos seus interesses e às suas habilidades. Cada ideia tem uma execução distinta.
O que precisamos saber para trabalhar com aquilo que gostamos?
Respondida a pergunta sobre a viabilidade de trabalhar com o que gosta, a questão subsequente é o “como”. Em primeiro lugar, você deve pesquisar profundamente sobre a área em questão e como os trabalhos são executados (remotamente ou de maneira presencial), antes de começar a investir.
Em segundo lugar, é preciso estar sempre se aprimorando, a fim de não ficar para trás em relação aos concorrentes. Voltando ao exemplo anterior, um fotógrafo de casamentos deve desenvolver técnicas novas, fazer parcerias, estar atento às tendências do seu espaço e oferecer serviços de qualidade.
Paixão e profissão: o papel da segurança financeira na escolha
Apesar de ser possível trabalhar com o que se gosta, um aspecto que não pode ser ignorado é a questão da segurança financeira. Afinal, transformar um hobby em profissão exige planejamento, especialmente porque o retorno financeiro pode não vir de imediato.
Segundo uma pesquisa do LinkedIn realizada em 2023, quase 60% dos brasileiros afirmaram que aceitariam ganhar menos para trabalhar em algo que amam, desde que conseguissem manter estabilidade. Esse dado mostra que, embora a paixão pelo trabalho seja um fator determinante, o equilíbrio com as necessidades práticas da vida adulta continua relevante.
Além disso, é importante lembrar que imprevistos acontecem. Por isso, quem decide empreender ou seguir um caminho profissional mais autêntico precisa cuidar não apenas do crescimento na carreira, mas também da sua estrutura de vida.
Ter, por exemplo, um seguro de carro adequado é uma maneira de garantir que a locomoção, muitas vezes essencial para o trabalho, não seja comprometida. Hoje em dia, é possível cotar seguro online, de forma prática e rápida, o que ajuda a manter o foco no negócio ou na carreira sem se preocupar com contratempos desnecessários.
Como exploramos durante todo esse texto, é perfeitamente possível trabalhar com o que você gosta, mas isso não significa que a jornada será fácil. A diferença é que, quando uma atividade profissional em questão tem como ponto de partida uma paixão genuína, o preço durante a execução é muito maior.